segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Verdades duplas

Sabes, às vezes queria saber mais de ti. Mais de mim. Melhor, mais de nós. Às vezes queria perceber-nos, mas não consigo... não consigo porque somos iguais, é. Iguais nos mesmos erros, nos mesmos orgulhos e nos mesmos medos. No mesmo medo. O de se ser fraco. Na frente um do outro. Na frente dos outros. E isso magoa, tanto. E tu sabes e eu também sei. Sei que tu sabes e tu sabes que eu sei. Sabemos tudo isso. Sabemos que as verdades são nossas. São minhas. São tuas. São verdades duplas que nos dividem assim. Que nos dividem como hoje. Como agora. Que nos dividem. Só. Dividem.

Alguém disse

 
"E hoje não passamos de dois desconhecidos que se conhecem muito bem..."

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Alguém disse


"Havia um pouco dele nela, e um pouco dela nele..."

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Alguém disse

''O amor é mais do que querer, desejar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes. O amor é muita coisa junta, não cabe em palavras nem em beijos, porque se leva a si mesmo por caminhos que nem ele mesmo conhece, por isso é que quem ama se repete sem se cansar e tudo promete quase sem pensar, porque o amor, quando é a sério, sai-nos por todos os poros, até quando estamos calados ou a dormir.'' ♥-te.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Alguém disse

"Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos. Fecha os olhos agora e sossega o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão desvia os passos do medo. Dorme, meu amor (...)
Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-me eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo.
Fecha os olhos agora e sossega a porta está trancada; e os fantasmas da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme, meu amor..."

Maria do Rosário Pedreira

Falsos próximos

Sabes, há noites em que dou por mim no quarto, a olhar para as fotografias de antes. Aquelas que naquele tempo seriam de sempre, para sempre... Agora parecem distantes, como se tivessem pertencido a outra vida, a outras pessoas, a outra história. Essa que te pertence, que vos pertence. Pertenceu. Essa que surgiu com tanta intensidade mas que se desvaneceu assim... num tempo mais do que curto, mais do que estranho, mais do que falso. Num tempo sem proximidade. Sem amizade. Com medo. Com desapego. De pessoas que já foram uma, de gente que já foi feliz. Um dia. Próximos.