domingo, 10 de junho de 2012

Alguém disse


"Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a subtileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise juntar-se à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante."

Ana Jácomo

Alguém disse


"Se os amigos e as pessoas que nos são mais importantes não ficarem do nosso lado, então com quem poderemos contar quando mais precisamos?..."

Marta Dores

2 vezes é derrota


E a história, que nem merecia ter nome de história volta a repetir-se... com o mesmo elenco principal, algumas presenças secundárias habituais, outras não, e com o mesmo argumento de sempre. Argumento? É, podemos chamar-lhe assim, de argumento. Mesmo que ele não mereça ser chamado assim. Mesmo que não mereça ser chamado de absolutamente nada. Talvez egoísmo. É, egoísmo poderia ser a palavra perfeita desta história que não merecia ser história, de argumentos que afinal... nem argumentos são.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Alguém disse


"Olha lá, já se passaram alguns anos, nem sequer vinhas nos meus planos. Saiste-me a sorte grande. E eu cá vou, gozando os louros deste achado contigo de braço dado para todo o lado (...) Agarrado a ti vou sem hesitar e se o chão desabar que nos leve aos dois (...) E eu cá vou, à minha sorte abandonado, contigo de braço dado para todo o lado..."

João Só e Abandonados

domingo, 3 de junho de 2012

Tirania da normalidade


Sabes, às vezes reclamas da tua vida por nada. Porque estás frustrada com ela ou simplesmente porque não tens o que gostavas de ter. O que gostavas de ser. Às vezes cansas-te dela e da forma monótona que a tens tornado nos últimos meses. Mas nem  pensas que por muito aborrecida que seja, pode sempre piorar. Mas não, tu nunca pensas-te nisso, nunca te importas-te com essa possibilidade (certeza)... até hoje. Até agora. A tua vida mudou totalmente de forma tão brusca e acelerada que quase não tiveste tempo para agir (reagir). Numa semana as certezas do passado passaram a dúvidas do futuro... e tu não estavas preparada. Tens medo, muito medo. Medo de não aguentares, de não saberes a até mesmo de não conseguires suportar. Medo de não seres suficientemente capaz de seguir, só isso... seguir. Sem falsas modéstias ou atitudes insensatas. Sem moralismos ou crises de quem já pôde fazer (e fez) o que agora quer e não pode. Não podes. Não podes porque não depende só de ti, depende deles, agora que dependem de ti. tanto. E tu tens medo, tens muito medo de não ser capaz. De não conseguir. De não mostrar que a vida segue, mesmo sabendo que no meio vais encontrar um sem número de paragens, paragens perigosas e sentidos, sentidos que te vão mudar. Tanto. Que te vão mudar daquilo que és hoje. Daquilo que imaginavas ser amanhã. E daquilo que realmente vais ser.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alguém disse


"Eu preciso muito muito de ti, eu quero-te muito, muito aqui de vez em quando, nem que seja muito de vez em quando… tu nem precisas trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor, tu não precisas trazer nada, só tu mesmo, tu nem precisas dizer alguma coisa ao telefone, basta ligares e eu fico a ouvir o teu silêncio, juro como não peço mais que o teu silêncio do outro lado da linha, ou do outro lado da porta, ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito, muito de ti."